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Colunista:

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domingo, 27 de março de 2016

Batman vs Superman



Novo filme baseado nos personagens “Superman” e “Batman”  da  DC Comics e distribuído pela Warner Bros Pictures.


 Se os personagens fortes da concorrente Marvel surgiram nos anos 60, no embalo da contracultura e da luta pelos direitos humanos , em um cenário no qual grande parte da população americana era contrária à Guerra do Vietnã;  os ícones da DC Comics nasceram durante a Segunda Guerra Mundial, uma época muito mais romantizada, em que heróis como Superman, Batman e  Mulher-Maravilha , rapidamente se transformaram em símbolos de justiça e liberdade, surgindo tanto como arte quanto como indústria e, ao contrário do que aconteceu com a Marvel- que acabou humanizando seus personagens para tentar uma identificação com o público- a  DC investiu na criação de deuses.





Mais um filme de super-herói norte-americano  ou da necessidade  humana de superar  a morte , ou ainda , nossa  busca pela transcendência .





A pretensão humana de tornar-se mais forte, mais inteligente, de vencer a morte , está presente em nossa sociedade. A exemplo disso , nossa busca por transcender os limites do corpo com a inteligência artificial, a engenharia genética ou  a nanotecnologia.



Para o filósofo (incompreendido) Nietzsche (Friedrich Wilhelm Nietzsche) , o homem precisa de consolos para suportar a vida .   Em seu  livro “Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém” , o conceito de “ Übermensch” ou  "Além-do-Homem" , foi frequentemente corrompido , sendo divulgado - e por vezes traduzido erroneamente - como “Super-Homem”;  parecendo  ter influenciado sobremaneira nossa sociedade dita “moderna”. Infelizmente, quase sempre por meio de interpretações errôneas ou mal intencionadas, associado de forma corrompida  até mesmo ao nazismo.   

Ao longo dos anos o homem criou histórias em que se projeta como poderoso, dominador, tendo o poder de ser senhor do tempo, senhor do mundo; criando mundos e personagens capazes de tudo. Isso demonstra sua busca por poder, mesmo que um poder fictício. A busca pela longevidade, a vida eterna, não é demonstrada apenas nos super-heróis, mas em criaturas místicas e em várias outras ocasiões, por meio de divindades, objetos ou do domínio da vida por meio da ciência ou do controle do tempo. O domínio do homem sobre outras criaturas é demonstrado na criação de robôs que tornam-se força de trabalho, vistos em desenhos e filmes. Vê-se até mesmo o acoplamento do homem à máquina com o objetivo de tornar-se mais forte. A busca por poder é evidente na ficção , na qual podemos vislumbrar o homem se projetando como alguém capaz de tudo.


Em seu "Além-do-Homem” , o que Nietzsche  deseja é a superação do homem. Não  um ser fortalecido, potencializado ou reforçado nos seus talentos , mas um homem além de si, sem  muletas e consolos que o façam suportar  a vivência da finitude , da morte  , que o façam inventar  finais escatológicos para a existência , sem os quais não suportaríamos viver . Assim,  ultrapassar o homem , ir além , significa aceitar a possibilidade de viver de maneira radical a finitude e a morte sem necessidade de consolos metafísicos ou da criação de super-heróis , humanos ou humanóides ; assumindo uma perspectiva de que a existência não tem uma justificação nem religiosa, nem ética , nem metafísica ; mas pura e simplesmente  - talvez - se couber aqui alguma justificação:  estética.  Ou seja, adquirir a  capacidade de levar até o fim uma vida cujo único sentido  seja ter a forma de uma bela obra de arte ; com borrões se a vemos de muito perto e perfeita se a enxergarmos a partir do devido ângulo.




Bem, a mim preocuparia muito visualizar o homem na figura quase cômica de dois super-heróis que -  apesar de atualizados ( leia-se : não usam mais a cueca por cima da calça ...aff!!! Mas sim repaginados [??] com aquela roupa super  grudada ao corpo ) -  ainda precisam de mais enchimentos que mulher fruta siliconada de calça legging e top................


“Deus está morto (?)  ,
Nietzsche está morto.....
......e eu não estou me sentindo muito bem.”


Alguém aí apague a luz.


Em tempo: detesto cravos !   


sábado, 19 de março de 2016

Sociedade Teleguiada. . .

. . . Ou de Como Pessoas de Bem Tornam-se Bestas Esclarecidas



Nunca pensei assistir a isso.

O pronome demonstrativo de segunda pessoa “isso” ( e suas flexões), entre outras ocorrências , pode revelar ; na frase, o tempo passado, relativamente próximo ao momento em que se fala, marcando um passado que na verdade acabou de acontecer ou passar.

Até então, equívocos históricos costumavam dormir as noites dos tempos, devidamente resolvidos e assentados num passado deveras distante. Jamais imaginei  assistir a uma dobra do tempo em que o passado viesse à tona  e a confundir alguns desavisados no presente. Especialmente aqueles desavisados que não aprenderam as lições deixadas pela história.

leia :


Este país foi espoliado , depredado, aviltado e humilhado em extensões nunca vistas ? Sim, e esta espoliação nos relegou , mais uma vez, a um dos últimos degraus do desenvolvimento. Estaremos , a partir de agora , notória e desafortunadamente atrasados para o grande bonde do crescimento - moral e econômico - até por que, um depende visceralmente do outro.

Mas quem seria este algoz, real mentor de toda a sorte de nossos infortúnios atuais ?

Nosso algoz é na verdade o carrasco de sempre . Uma insensível, violenta, triste e fascista classe média, que gosta de se autodefinir como elite. Lembremos  da atacada (porque tocou fundo na ferida) filósofa e professora Marilena Chauí : “ A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante " . Resguardadas , claro, as devidas exceções ; pois elas existem( uma pequena parcela dessa classe média que é responsável e solidária) , embora seja voto vencido pelos fascistas.Um país com uma extensão territorial tão grande, com gente tão idem , não merece a classe média que tem .


Nossa economia explicada em biscoitos... ... ou em classes...

Como já mencionei em outros “posts”, tenho por hábito analisar a história e suas implicações,relacionando-as ao que nos tornamos hoje. E assim, voltando no tempo , veremos que nossa  antiga elite colonial  precisou desvalorizar o país e seu povo , fazendo-nos acreditar sermos  “indolentes” e “colonizados incapazes” para que aceitássemos  de maneira submissa e subserviente as diretrizes da nação dominadora sem questionamento (lembremos que a dominação efetiva não ocorre apenas por meio da força coercitiva).

Além disso, a elite intelectual deste país, em geral, no passado, obtinha sua formação lá fora , especialmente na  Europa ( e isso não mudou muito...). Deste modo , quando intelectuais como Monteiro Lobato, por exemplo  –ressalvada sua importância literária – possuíam pruridos em relação à competência de nossa gente , de certa forma , entende-se. Essa classe média ou essa elite, não via no brasileiro o reflexo do europeu que gostariam que fôssemos; provavelmente vitimizados pelas teorias vigentes à época , acerca da supremacia da raça ariana. Entretanto, por óbvio, esperar por essa “europeização”  seria impossível. Cada nação tem suas características e o que temos de melhor e que nos distingue é exatamente isso:  esta miscigenação.

Infelizmente , nossa classe média não parece ter conseguido superar este ranço de inferioridade ,  relativo a tudo que vem de fora e que faz o brasileiro se colocar voluntariamente como inferior ou o popular e repugnante “complexo  de  vira-latas”.

Como também já mencionei em “posts” anteriores , penso que hoje é bem mais repugnante . Dentro do complexo de vira-latas , agora não está apenas a noção de inferioridade mas parece estar contido aí, também , o desejo de ser pequeno.  Alguns membros da elite de sempre: burra , anti-patriota e derrotista , querem ver o país altamente dependente de tudo o que é de fora ( ...e até vender o próprio país... ) , afinal, esta elite sim : subserviente e preguiçosa , demonstra se beneficiar desta dependência e vive muito bem nela. Parece  mais fácil ser um(a) engenheiro(a) ou um(a)  advogado(a) – formado(a) em Harvard, por exemplo, e empregados de uma grande empresa - ou ainda uma elite vendedora,filial de alguma  multinacional. DÁ MAIS TRABALHO ser produtor do que um mero revendedor.

Enfim, se ontem era ridículo não ser  europeizado , hoje , é não apenas ridículo mas igualmente triste, colocar-se como inferior para obter lucros ,  torcendo contra o próprio país, tentando impedi-lo , a todo custo (leia-se: comprando o judiciário e a mídia) de crescer e se tornar o gigante que a natureza nos fadou ser.

Mas , graças ao livre arbítrio , você ainda tem o direito de ir para as ruas e , teleguiado pela imprensa corrupta , ser massa de manobra da direita de sempre, imaginando ridiculamente que isso  fará de você  um membro dessa elite.

Não , "mané"  ! Você não faz parte dela ! E ainda que faça, este país também é seu. 
Sim, "mané"  ! Você não é europeu e muito menos norte-americano ! 
Ainda que queira fingir ser !

Lute por este país  e não CONTRA ele !

(...)

Saudade de um tempo em que nosso judiciário não pisava nas garantias e direitos constitucionais ...   ... e não se curvava à “opinião pública” . Opinião essa que hoje é tristemente caracterizada por  “lavagem midiático-cerebral”.


Bônus:

Olha aí a “moralidade” de quem acusa.
Pessoas -verdadeiramente inteligentes -  fazem conexões...


Mary Lúcia Oliveira.